"Mesmo que você não seja um gênio, você pode utilizar as mesmas estratégias
de Aristóteles e Einstein para tomar as rédeas do poder de sua mente criativa
e controlar melhor o seu futuro."
As oito estratégias seguintes o encorajam a pensar produtivamente, em vez
de (re)produtivamente, a fim de o fazer chegar às soluções para os problemas.
“Estas estratégias são comuns aos estilos de pensamentos dos gênios criativos
nas ciências, artes e na história do pensamento industrial”.
1. Encare o problema de várias formas diferentes e encontre novas
perspectives que ninguém mais tenha examinado ainda (ou que ninguém já tenha
publicado!)
Leonardo da Vinci acreditava que, para adquirir conhecimento acerca da
forma de um problema, começa-se por aprender a reestruturá-lo de muitas
maneiras diferentes. Ele considerava que a primeira forma como ele olhava
para um problema era muito parcial. Frequentemente o problema reconstruído
transforma-se em um novo.
2. Visualize!
Quando Einstein meditava sobre um problema, ele sempre achou necessário
formular seu enunciado de tantas maneiras diferentes quantas possíveis,
incluindo o uso de diagramas. Ele visualizava soluções e acreditava que
tais palavras e números não representavam um papel significativo em seu
processo de pensamento.
3. Produza! Um distintivo característico dos gênios é a
produtividade.
Thomas Edison tinha 1,093 patentes. Ele garantiu a sua produtividade
estabelecendo para si mesmo e a seus assistentes “cotas de idéias”. Em um
estudo com 2.036 cientistas através da história, Dean Keith Simonton da
Universidade da Califórnia em Davis descobriu que os mais respeitados
cientistas não produziram apenas trabalhos excelentes mas também trabalhos
“ruins”. Eles não tinham medo de falhar, ou produzir resultados medíocres
na busca pela excelência.
4. Faça combinações originais. Combine e recombine idéias,
representações e pensamentos de diferentes formas não importando o quanto
pareçam incongruentes ou pouco comuns.
As leis da hereditariedade, em que se baseia a moderna ciência da
genética, têm suas bases lançadas pelo monge austríaco Gregor Mendel que
combinou matemática e biologia para criar uma nova ciência.
5. Formule relacionamentos; estabeleça conexões entre assuntos
dessemelhantes.
Da Vinci determinou uma relação entre o som de um sino e o barulho de
uma pedra atingindo a água. Isto o permitiu estabelecer a ligação de que o
som se propaga na água. Samuel Morse inventou a estação de transmissão
para sinais telegráficos enquanto observava estações para cavalos.
6. Pense em opostos.
O físico Niels Bohr acreditava que, se você mantém opostos juntos,
então você eleva o seu pensamento e sua mente se desloca para um novo
nível. Esta habilidade o permitiu imaginar a luz como um duo de onda e
partícula o conduziu à concepção do Princípio da Complementaridade.
Suspender o pensamento (lógico) pode permitir à sua mente conceber novas
formas.
7. Pense de forma metafórica.
Aristóteles considerava a metáfora um dístico dos gênios, e acreditava
que o indivíduo que possuía a capacidade de perceber semelhança entre duas
áreas separadas da vida e de concatená-las uma com a outra era uma pessoa
de dons especiais.
8. Prepare-se para o acaso.
Não importa que nós tenhamos tentado fazer alguma coisa e falhamos, nós
terminamos por realizar alguma outra coisa. Este é o primeiro princípio do
acidente criativo. O fracasso pode ser produtivo desde que nós não o
consideremos um desperdício total enquanto resultado. Ao invés disto:
analise o processo, seus componentes e como você poderia modificá-los para
chegar a outros resultados. Não se pergunte: "Por que eu falhei?", e sim
melhor que isto: "O que eu realizei?"
Adaptado com permissão de: Michalko, Michael,
Thinking Like a Genius: Eight strategies used by the super
creative, from Aristotle and Leonardo to Einstein and Edison
(New
Horizons for Learning) como visto em http://www.newhorizons.org/wwart_michalko1.html,
(16 de Junho de 1999) Este artigo aparece pela primeira vez em
THE
FUTURIST, May 1998
Michael Michalko é o autor de Thinkertoys
(A Handbook of Business Creativity), ThinkPak (A
Brainstorming Card Set), e Cracking Creativity: The Secrets of
Creative Geniuses (Ten Speed Press, 1998).
Traduzido para o português por
Rogerio Carvalho, Bahia, Brazil
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